domingo, 16 de outubro de 2016

BRASIL RECEITA REPETIDA


BRASIL

RECEITA REPETIDA





Os últimos governos brasileiros têm em comum a fórmula “criativa” ou “convencional” de estabelecer como premissa de crescimento e equilíbrio de receitas a atração de investimentos externos sem arrumar a casa para, muito além do equilíbrio de receitas, programar a administração de recursos de forma idônea, e, como consequência direta, traduzir esta meta de meio, como fonte de que a atração seja aos investidores fonte consensual de deslocamento de capital para o País em razão de dois fatores ainda não resolvidos a segurança do investimento e o seu baixo custo.

Estamos diante de uma realidade sabida mundialmente de que os investimentos no Brasil correm risco quanto a ausência de “trolagem” de fatores políticos ou judiciais, de modo a ser traduzido em menor fator de riscos ou perdas.

No judiciário houve o preparo de divisão do fato judicante em favor do capital, com criação de setores próprios aos regimes de cobrança, tornando a atividade de concessão de crédito, que seria função e atributo exclusivo do ganho de clientes de responsabilidade do investidor como consorciado ao fator judiciário que tem sua custo  de modo a tornar o processo produtivo com custos embutidos previamente calculados atribuídos à margem de lucro geral, incrementando o preço a todos indistintamente, o que torna a atividade produtiva pouco ou nada competitiva para sintomatizar suas relações aos fatores de produção e consumo de primeira grandeza.

Em verdade, na fixação de preços no Brasil, as cotas judiciário e políticos são fatores reversíveis, e, que por hora se traduzem em inserção indevida de riscos embutido em preços diferenciados de outras grandezas políticas de  modo que o País, não queira se aperceber do quanto novas formas de concepção da administração de investimentos podem o tornar os investimentos menos vulneráveis e infensos as estes componentes que servem para compor mais fortemente a motivação de custo e valor agregado de custos no Brasil.

O que se pergunta, é por quê investir em País que tem tantos fatores contrário, mas atrai tantos investimentos. A resposta está no modo como o capital ingressa, e, como os investimentos são tratados pelas matrizes em países de origem.

Desdobrando a resposta os regimes tributários muito semelhantes no mundo, no que tange ao fator de incidência tributária em razão de lucros e perdas financeiras, nas perdas o abatimento de tributos, os investimentos realizados por outros países que não dão lucro não pagam impostos em relação aos lucros realizado em unidades saneadas da economia.

Nesta política de atração de investimentos novamente realizada pelo atual governo, nada existe de diferente de políticas anteriores, e, o risco que corre o governo atual, é de atrair investimentos sem interesse de adquirir empresas no Brasil sem interesse de lucro, para diminuir a incidência tributária nos países de origem.

Em verdade, o fator que deve ser modificado por iniciativa do poder executivo, é a forma como o capital privado é tratado em suas relações com outros negócios de natureza privada ou pública.

Todas as iniciativas de políticas de persecução penal mais recentemente tratadas pela mídia podem ser isoladas em 99,999% de problemas do capital privado em relação a coisa pública e o restante de relações individuais com problemas existentes em todas as partes do mundo.

Ou seja, o que precisa de forma urgente ser resolvido em matéria de risco ao investimento e atração de investidores mais sérios através da diminuição do fator risco, que importe em equilíbrio verdadeiro da balança comercial, é a forma com que o capital privado tem para se “umbilicar” com a coisa pública.

Tenho dito de forma insistente e chata (confesso) que a operação lava jato é incompetente e trata os interesses de sua atividade em sentido contrário aos interesses nacionais, portanto em contrário ao desenvolvimento traindo a pátria.

A partir da operação lava jato e paralelas a polícia federal passou a agir com mais independência de fatores externos, fator que se estendeu ao ministério público.

Ocorre que com esta independência, e, com, mais visibilidade e notoriedade, por conta de sua justa atividade de processar e julgar criminosos, não soube dividir e tratar as diferenças entre o capital e seus administradores.

Ser avesso ao capital, por conta de sua possibilidade de atrair contingentes enormes de corrupção e não enxergar o quanto o capital pode e deve servir para seus verdadeiros fins, ou seja, levar adiante o desenvolvimento e equilíbrio social sustentado.

Neste mister desde que a operação lava jato entrou em campo, em relação aos investidores, parece igual ao público de time que está próximo do rebaixamento quando joga em casa, foge.

A taxa risco cresce, e, empresas nacionais de grande porte são tratadas internacionalmente como lixo.

Poderia se perguntar: - O que falta para reverter?

A resposta: Regras claras e eficazes não passíveis de reversão.

Em verdade, as regras já existem, o que as operações não observaram em seu objeto direto foi não ter tratado o efeito colateral de sua responsabilidade, o que elevou a taxa risco Pais sem mais descer.

Como não associar a taxa risco a operação lava jato, se um tem direta relação com o outro, não deixando de observar que o investimento mais barato com mais rentabilidade ao País, decorre do fato de que as taxas servem para a fixação de taxas de juros bancários, custos de seguros, e, valor de negociação em bolsas de valores.

Ou seja, enxergar a operação necessárias de prender, associada as regras já existentes impõe aos investigadores e operadores do direito prevejam, avaliem e contenham os reflexos negativos das operações e os contenham por medidas claras de intervenção com solução de continuidade da atividade produtiva, ou seja, não tendo feito esta contenção, em matéria de investimento a operação lava jato se equivale ao desastre ambiental de Mariana, só que desta feita centuplicado porque resvala para proporções de “desatração” de investidores ao País, empobrecendo a Pátria, cometendo, por inconsequência delitos de lesa Pátria.

A operação lava jato e outros, embora necessária para conter a criminalidade, não lidou de maneira adequada com o sucesso.

Tanto que o Ministério Público, no auge, de sua incompetência e picado pela mosca azul do sucesso, ao invés de buscar de sua atividade formas de propor legislações eficazes que contenham ou inibam totalmente a criminalidade, trata o povo como burro e propõe regras mais duras contra a corrupção como se isto fosse inibir ladrões refinados outras formas de dobrar a lei.

A prova disto é que hoje de fazem cálculos de perda e eventuais prisões mesmo assim se rouba, por que? Por que o que precisa efetivamente mudar não muda, ou seja, o cerne da questão a forma com que o capital privado quando se relaciona com a coisa pública vai ser tratado.

Mais do que isto, de que forma o judiciário pode agir de forma preventiva, de forma clara ter a previsão de resultados lógicos e não surpreendentes, por fatores que não são claros, e, sobretudo, o controle preventivo e segurado da emissão dos “cheques” governamentais, por ação de fiscalização prévia de todos os órgãos de fiscalização por criação de canal próprio online e físico, o que controle de contratos e pagamentos.

Os canais de leilões e compras virtuais, devem contar com a participação efetiva e controlada dos órgãos antes referidos, com poder de glosa fundamentada antes do pagamento efetivo, e, se, em última análise o erro ou fraude se operar, o seguro, igualmente com poder de glosa ao pagamento paga, e, através de fundo controlado por órgãos de controle, este pagamento terá que ser imediato.

Ora com medidas simples, retorna o Brasil ao grau de confiança e passar o pires para oferecer o Brasil, como quem oferece uma prostituta nas ruas (não que eu concorde com isto) deixará de ser a missão de governantes, porque, convenhamos, não precisará, nosso povo é o melhor, mais alegre, mais confiante, e, tenham certeza merece ser melhor tratado, sendo, por isto, e, por ser o País mais bonito do mundo, ser o local mais adequado e endereço mais cobiçado para ser realizado investimento e morar.

Portanto, a premissa necessária nesta fase de retomada de confiança somente trará efeitos concretos se a receita repetida for acompanhada dos ingredientes certos, para o prato a ser preparado não sair do ponto.

Brasil 16 de outubro de 2016.

Hélio Barreto dos Santos Filho


ps: os neologismos foram necessários

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