quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A DITADURA DO JUDICIÁRIO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A DITADURA DO
JUDICIÁRIO E DO
MINISTÉRIO PÚBLICO

Sou advogado há 25 anos, e, já assisti advogado comprando decisões no judiciário e pareceres no ministério público, sendo bem verdade que é minoria, mas em matéria de volume pelo expressão do que vi em relação a projeção, o volume dá mais de mil lavas jatos.

Existem advogados que trabalham somente em determinados juízos e, juízos que só dão favoravelmente no Cível e absolvem para determinados advogados, e, como isto é fácil de notar, através de auditoria de processo e volumes de riquezas muitas “autoridades” já estariam na cadeia, que é que merecem.

Quando você não faz parte de determinado grupo laureado com a cabeça premiada, mesmo que seu pedido seja cópia de outro que deu certo, no mesmo juízo, haverá outro motivo para ser indeferido.

Já quanto ao ministério público denuncio fraude há 14 para 15 anos (completa em 20 de março próximo) práticas de fraude no sistema financeiro, que nunca, repito nunca foram averiguadas, isto porque não sou coroado com a cabeça premiada.

Basta ver que minhas petições de grupo mas individualmente requeridas, tiveram em 10 juízos diferentes, 10 despachos diferentes, todos deixando de lado o direito abordando questiúnculas menores, de dimensão microscópicas, perto do direito relevado, de modo que, impossível acreditar na lisura do judiciário.

Não acredito que seja problema insolúvel, mas como acreditar que o Juiz ou Membro do Ministério Público pego com a mão no baleiro, possa ter o direito de se aposentar e não ser preso.

Mostrem as estatísticas, o  Conselho Nacional de Justiça, Órgão com necessária autonomia conceitual se tornou refém de Corte Superior, uma inclusive se auto autorizou não ser investigada pelo órgão o STF.

Administração público em qualquer esfera de poder, seja em qualquer dos poderes, judiciário, legislativo e judiciário, tem que ter controle externo e com exposição de natureza criminal.

Não é possível ver Juízes que se aposentam e vão comprar castelo no sul da França ao preço que seus salários jamais pagariam, ou, ainda, decisões liminares sabidamente compradas, depois revertidas em exame de mérito para poder dar tempo ao adquirente de usufruir de um benefício temporário, com exposição de um fim, e, forma sub-reptícia ser escondido algum benefício financeiro que não será examinado novamente.

Isto enche a paciência dos jurisdicionados, e, se houvesse quem investisse para ir a praça pública, no rol de prejudicados pelo judiciário como há quem invista para a operação lava jato, de largada abrigando os doze milhões de desempregados do País, que tem parcela relevante do Governo a outra do próprio judiciário teríamos multidão impossível de aglutinar em qualquer espaço público.

Basta chamar em ambiente de segredo as pessoas prejudicadas pelo judiciário ou pelo ministério público que teríamos verdadeira multidão nas ruas.

O judiciário da mídia e prestigiado chega ao seu apogeu de exposição deixando de lado seus cadáveres para debaixo do tapete.

Em Santa Catarina, no Crime é o Advogado X, no Cível  Y, no Eleitoral Z,  e por aí vai, e, basta ver onde o dinheiro foi parar para entender que o dinheiro pago foi fracionado para se obter vantagem indevida judicial.

Dia destes falei com um  parente de um Juiz do STJ, que me confidenciou se fizessem o lava toga, a exemplo da lava jato “no mínimo 15” dançariam.

Até quando o Judiciário receberá as incumbências mais relevantes do trato social e continuará sem freios?

Hoje estamos à beira do colapso econômico do País, não por inexistência de recursos, mas porque são mal geridos, e, quem gere dolosamente mal ou afasta quem pode efetivamente ajudar, ou não aceita quem tem solução para os problemas que hoje estão sendo vivenciados.
Digo isto porque ofereci ajuda a este governo, ao anterior, ao judiciário, ao ministério público e ninguém teve coragem e espírito público para agir em favor da causa pública.

Particularmente estudei demandas reprimidas, e, obtive solução de diversos produtos físicos e de comércio eletrônicos (6 para começar) e ofereci ao Brasil, como solução inclusive de pagamento da dívida externa brasileira, me pergunte se algum agente público destes citados quis colaborar com o Pais? A resposta é simples: ninguém, porque ninguém tem interesse em solver o País.

O ambiente de conciliação criado pelo novo CPC é pura piada porque, apesar de ser direito, não há previsão de uso.

Quando me forma suprimidas provas de direito no Senado, pedi ao STF no HD 92, para a prova ser produzida, recebi a notícia de que não tinha direito, mas o Senador Mão Santa me deu o direito, de modo que o direito existia e existe, mesmo assim, não faço parte do refinado grupo de advogados que tem acesso ao direito visto que os 91 anteriores foram negados, mais tarde o Ministro Fux abriu o que era direito ao exercício e comemorou como vitória sua sem revisar nenhum dos anteriores, o que revela que somente alguns têm acesso ao direito.

Quando cheguei em Brasília em 2001, havia grupos de advogados prontos para me dar o direito desde que contratados, e, pasmem ainda há, porque o direito por si só não basta.

Cheguei ao cúmulo de ser apresentado a advogado que nunca advogou propriamente, porque não põe se nome em petição, tão pouco faz sustentação oral, ou minuta, só faz petição auricular, mostrando 100% de resultados, e, se gabando de que Brasília é muito pequena.
E, de fato é pequena, porque o conheci em pequeno escritório e hoje está em uma mansão.

A pergunta é como ter acesso ao primeiro mundo se temos estes comportamentos da época das cavernas? De que adianta fazer melhorias de transparências e tomar decisões dignas de países como a Síria, em que o ditador sempre acha que o problema de sua sina de matar inocentes é de culpa dos outros, não própria.
Pois bem o que posso afirmar disto tudo, e, chega como se fosse maldição é que nada disto aguentará por muito tempo, as mentiras cairão, como abelhas no mel, só que este mel contém cola que as deixa presas e as matando.

Nada que seja em desacordo com a verdade e em desfavor da sociedade, mesmo se travestindo de bom moço ficará, porque a verdade não admite duas versões ela é o que é, e, só pode ser explicada de uma única maneira, apesar dos diversos ângulos de visão.

Ou seja, enquanto permanecerem no poder lacaios de vicissitudes próprias e vendilhões de decisões conquanto compradores, nada prosperará no País, e, disto não há como fugir.

Houve quem dissesse em juramento de presidencia de Corte que tudo dali em diante seria diferente quando pedi sustentação oral em julgamento, porque criaram norma que julgamento eletrônico não tem sustentação oral, do que pedi a OAB para peticionar anulando porque afasta a norma constitucional da presença do advogado em todos os atos, a OAB ainda não se posicionou e o julgamento eletrônico ainda está marcado

Acordem vendilhões e saiam deem lugar a quem quer e pode dar resultado ao País e a sociedade carente de gente séria, e, sobretudo, que não tem medo de se expor por ação penal ou investigativa, porque no final os inocentes não serão condenados, mas como está hoje, não há garantia nenhuma de que isto ocorrerá.
Brasil, 15 de dezembro de 2016

Helio Barreto

heliobsf@oab-sc.org.br

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